Limites entre estética e saúde
Enviada em 17/10/2019
Os gregos, na Antiguidade Clássica, eram maiormente preocupados com a saúde e a beleza, em que os homens praticavam atividades físicas e massagens e as mulheres usavam a maquiagem. Dessa forma, na contemporaneidade brasileira, a preocupação com a beleza é bastante presente, mas há, contudo, uma euforia quando ao relacionar-se com a saúde, uma vez que muitos prejudicam-se ao fazerem, por exemplo, muitos procedimentos cirúrgico, como também usos desregulados de produtos de beleza. Assim, portanto, vê-se que esse óbice é maior ocorrente por motivos de influencias de revistas e celebridades por um corpo perfeito, como também por uma falta de compreensão do limite para com a estética.
É válido destacar, em primeira análise, o que refletia Foucault, em uma de suas obras, que os corpos são modelos e dominados para servir aos propósitos do sistema no qual vivi-se. Nessa perspectivas, está incluso o que se chama “ditadura da beleza”, no qual a sociedade atual tenta encaixar-se em um padrão imposto por revistas, modelos e celebridades. Nesse viés, as cirurgias plasticas e outros procedimentos estéticos estão como alternativas para quem tenta seguir esse padrão, no qual em alguns casos ajudam a aumentar a autoestima e em outros já passam a ser obsessões, pois a partir do momento que os riscos são maiores que os benefícios é preciso repensar no assunto. Consequentemente, esses procedimentos causam riscos ao paciente e este não tem a sensatez sobre o caso, isso pode levar graves riscos, como o agravamento pós-operatório como até mesmo à morte.
Outrossim, é importante enfatizar um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em que o levantamento afirma que o brasileiro gasta mais com beleza do que com comida. nesse sentido, cabe afirmar que um dos gastos é com produtos de estética, pois apesar da crise enfrentada no país verde e amarelo, as vendas de cosméticos crescem 13% ano ano, afirma o IBGE. Por conseguinte, esses produtos que são úteis quando há uma verdadeira necessidade, acaba sendo um dos setores que não é abalado pela crise econômica e assim muitos fazem o uso desnecessário.
Por isso, entende-se, portanto, que o limite é a morte, já que essa ditadura da estética é algo superior ao bem-estar e à própria saúde do indivíduo. Diante disso, é necessário que as mídias, por meio de programas de televisão e redes sociais, já que estas exercem grande influência nos telespectadores, promovam propagandas, com informações dos riscos da perfeição estética, nos intervalos entre programações e em propagandas de redes sociais, destinadas a toda sociedade. Junto à isso, é ideal que exista uma percepção do indivíduos sobre até que ponte esses atos são saudáveis. Destarte, far-se-á presente no Brasil os pensamentos dos gregos, que, também, importavam-se com a saúde.