Limites entre estética e saúde

Enviada em 19/10/2019

Em nossa sociedade, a questão da estética é presença constante. As pessoas discriminam umas as outras pelo simples fato de não estarem dentro dos padrões de beleza da sociedade. Obesidade, desarmonia do rosto, entre outras características, são repreendidas como um problema e, muitas destas pessoas, pressionadas pelo padrão ideal, buscam, em cirurgias plásticas e academias, a beleza e aceitação social que a elas foi negada. Mas, e se em nossa sociedade não houvessem estes “modelos estéticos”? Será que realmente a sua existência é boa? Ou será ruim?

Os chamados “modelos estéticos” são construções sociais que objetivam criar um conceito hegemônico de beleza corporal. Deste ponto de vista, até que não é tão ruim, mas, e se acrescentarmos um pouco de “photoshop” a estes modelos? Eles se tornariam inatingíveis, desencadeando muitos problemas. Desta forma, as pessoas entrariam em um estado de constante insatisfação por nunca chegarem ao padrão que a sociedade impôs.

Mesmo assim, os padrões estéticos de nossa sociedade podem ser usados positivamente, inspirando as pessoas a se tornarem mais saudáveis. Isto porque, para chegar ou manter-se nos padrões estéticos desejáveis, é necessário que a pessoa se torne menos obesa e ociosa, o que contribui para uma vida melhor.

No entanto, esta busca oculta um lado negativo, já que o modelo de beleza inatingível pode levar as pessoas ao exagero, e tudo que é demais é ruim. Distúrbios, tais como anorexia e ortorexia, são exemplos de exagero, que levam a pessoa a se perder tentando entrar nos padrões.

Os “modelos estéticos” de nossa sociedade existem para definir o que é belo e incentivar as pessoas a se tornarem mais saudáveis. Porém, tudo que é demais é ruim. Assim, devemos encontrar um equilíbrio entre a  estética e a saúde para que vivamos em paz, de bem com nós mesmos e mais saudáveis.