Limites entre estética e saúde
Enviada em 02/11/2019
O ser humano sempre buscou alguma forma de se diferenciar e se sentir superior aos demais ao seu redor, desde a antiguidade o culto ao belo faz parte da cultura de diferentes sociedades, existindo variações e formatos referentes a cada época e lugar, mas sempre sendo diretamente influente no corpo social. Nos dias atuais, novas tecnologias, mídias e redes sociais impulsionam a ideia de novos padrões a serem seguidos em que as pessoas sentem a necessidade de se encaixar, na maioria das vezes expondo sua saúde e vida, o que fez com que o mercado da beleza crescesse e novas doenças surgissem.
O culto ao corpo recebeu atualizações ao longo dos anos. Na Idade Média, por exemplo, tinha-se a visão corporal como um ’’ lugar de tentações’’. Na Revolução Industrial o homem era visto como um objeto de trabalho. Na sociedade contemporânea, pela direta influência da mídia, padrões de beleza estão sendo difundidos e impostos. Nota-se hoje a constante preocupação do indivíduo pelo corpo, especialmente os jovens. Academias, clínicas de estética e cirurgias plásticas são as principais ferramentas utilizadas atualmente em busca dos moldes do belo.
Nos últimos anos houve um crescimento da indústria da beleza. Por conseguinte, fica notável o exagero em propagandas de cosméticos, clínicas de estética e academias, o que induz a população a fazer uso. No entanto, por não conseguir se adequar aos padrões exigidos pela sociedade a pessoa pode prejudicar a própria saúde, um exemplo disso foi a morte da bancária Lilian Calixto, que recorreu a um profissional não habilitado para atuar na área e fez uso de material sintético proibido (PMMA) para inserção corporal em alta dosagem. Além dessa, existem outras maneiras prejudiciais, como as doenças bulimia e anorexia, que estão relacionadas a má alimentação, ambas causadas pelo desejo de causar boa impressão e estar dentro dos padrões.
Diante do supracitado, ficou notável que ao longo dos anos os padrões mudaram e trouxeram com eles consequências alarmantes como doenças e até mesmo a morte. Portanto, o Ministério da Saúde deve investir em mais espaços de esporte e lazer, incentivando a prática de atividades físicas e de socialização, diminuindo assim a incidência de doenças relativas a estética e saúde. Além disso, é preciso estimular a valorização do eu desde cedo. Desse modo, o Ministério da Educação, juntamente com emissoras de TV, devem criar propagandas e desenhos infantis despertando o olhar pelo caráter da pessoa e não sua ‘‘beleza’’, pois como diria o filósofo Platão ’’ O beloe está ligado a uma essência universal e não depende de quem observa, pois está contido no próprio objeto’’.