Limites entre estética e saúde
Enviada em 02/11/2019
Corpos idealizados pela sociedade padronizada na qual vivemos não seguem uma linha entre beleza e saúde. Ou se é o padrão, com cirurgias como histórias de vida, ou se é saudável, com um psicológico abalado por fotos nas redes sociais como cobrança de um tipo físico comum a todos. Mas como atingir um equilíbrio entre ambos?
Normalmente, diria-se para procurar um médico especializado, como um nutricionista, que avalia primeiro sua saúde física e alimentar, para depois prescrever uma dieta feita para o paciente, mas essas consultas custam um pouco caro para quem não possui um plano de saúde (a partir de R$ 150 reais), e o SUS disponibiliza mais de 19 mil médicos especializados. A questão é conseguir encaixar uma consulta que não demore mais do que dois meses, já que a procura é grande. E é por esse e outros fatores que as pessoas entram em dietas malucas, feitas com base em vídeos ou pesquisas rápidas, e acabam por degradarem sua saúde, bem como sua estética, ficando sem nenhum dos dois em boas condições.
As pessoas acreditam que as dietas feitas por influentes nas redes sociais, como a da proteína, dos carboidratos e afins, agem por si só, e apenas segui-las gera o resultado. Acontece que a dieta, para dar certo, precisa de uma junção de boa alimentação com prática de exercício físico, regularização do sono, cuidados de higiene e etc.. Mas muitos sentem preguiça e postergam a parte do movimento, levando adiante apenas a parte da alimentação diferenciada, ultrapassando o limite que geraria o equilíbrio. Vale ressaltar que também não adianta fazer o exercício físico e não alimentar-se bem, visto que sem o alimento certo, o exercício não rende.
A beleza padronizada nem sempre é a beleza certa. Há quem sinta-se melhor acreditando que ser bonito é ser quem você é por dentro, mas isso vai de cada um. O máximo a ser feito são campanhas, palestras e/ou eventos de conscientização em prol do equilíbrio da beleza interna com a externa, pois a saúde também é bela.