Limites entre estética e saúde
Enviada em 04/11/2019
Sob a ótica humana, a definição de beleza sofre pertinazes alterações, a medida que são impostos novos padrões estéticos sob a sociedade. Contudo, esses conceitos apresentam-se cade vez mais exigentes, e avançam rumo a um nível de perfeição inatingível pelo ser humano. Consequentemente, a saúde de muitas pessoas insatisfeitas com sua imagem é exposta a um número magnânimo de efeitos colaterais, em decorrência de tanta superfluidade.
Tantos quesitos impostos e, em sua maioria, desnecessários e irrelevantes, são demasiadamente divulgados pela mídia que, favorecida pela globalização, alcança pessoas de todas as classes sociais. Essas são influenciadas pelo que lhes é transmitido e buscam incessantemente atingir determinada meta, muitas vezes sem se preocuparem com possíveis danos à própria saúde.
Dietas miraculosas, atividades físicas e procedimentos cirúrgicos em excesso, uso de anabolizante e substâncias ilícitas são caminhos perigosos pelos quais muitos enveredam-se, a fim de tornarem-se aceitáveis pela sociedade, segundo o que é tido como padrão de beleza. Como frutos de uma escolha impensada e inconsequente verificam-se: deficiência imunológica, atrofia e lesões musculares, infecções hospitalares, distúrbios metabólicos e psicológicos, até mesmo o óbito.
Em virtude disso, é imprescindível que as instituições governamentais, os órgãos de saúde e educadores alertem os indivíduos a cerca dos riscos ocasionados pela busca imoderada pelo corpo perfeito, e incentivar a procura por profissionais qualificados para quem deseja melhorar a aparência física, sem maleficiar a própria saúde.