Limites entre estética e saúde

Enviada em 12/01/2020

A busca pela beleza como os riscos a saúde.

É inegável que os padrões estéticos mudaram e mudam com o passar do tempo, porém o culto ao corpo vem desde a Grécia Antiga. O que parece ter mudado foi a disposição das pessoas de arriscar sua saúde na busca do corpo dos sonhos. E boa parte dessa mudança ideológica se deve ao trabalho que a mídia realizou nas últimas décadas. Mudança esta que permite que homens e mulheres se automediquem e realizem qualquer tipo de exercícios sem acompanhamento profissional.

A pesar de estarmos vivenciando uma revolução no mundo da estética, com as modelos “plus size”, durante muito tempo o padrão de beleza vinculado pela mídia foram pessoas esqueléticas. Isso fez gerar uma sociedade com indivíduos cada vez mais preocupados com sua aparência, que vivem buscando um corpo ideal com a realização de dietas malucas ou procedimentos estéticos desnecessários; sem ao menos se atentarem para seus biotipos (endomorfo, ectomorfo ou mesomorfo). Esses fatores têm feito aumentar nos últimos anos doenças metabólicas como a bulimia e a anorexia.

Outra questão a ser analisada é a falta de acompanhamento profissional. Na busca pelo corpo perfeito as pessoas começam a prática de atividades físicas sem uma prévia avaliação médica ou exercícios prescritos por “personal trainers”. Há ainda os incentivos da industria da beleza, que motivam pessoas a utilizarem produtos ou medicamentos sem um acompanhamento médico (endocrinologista). Tais ocorrências a curto e médio prazo ocasionam problemas de saúde nos adeptos, muitas vezes com patologias ortopédicas ou hepáticas, e a longo prazo sobrecarregam e oneram o SUS.

Com isso, apesar da mudança nos padrões ser cíclica, para auxiliar na resolução dos problemas, poderia ser feito uma ação conjunta interministeriais (MEC, MS, etc.) com a adição de conteúdos educativos na grade curricular obrigatória do ensino regular básico e campanhas de conscientização dos malefícios do uso indiscriminado de medicamentos, exercícios sem acompanhamento médico, com a devida vinculação dos biotipos para conhecimento da população, o que faria a visão dos brasileiros mudar, priorizando a saúde.