Limites entre estética e saúde
Enviada em 08/02/2020
Desde a Grécia Antiga o culto da beleza já estava em voga, relacionando sempre o equilíbrio com a harmonia. Sendo assim, a busca do corpo ideal para homens e mulheres persiste até os dias atuais, procurando sempre cultuar a beleza, tornando-a uma obsessão, tendo com menor preocupação os cuidados com a saúde.
Certamente, as possibilidades de procedimentos estéticos de hoje são inúmeras comparadas as da Antiguidade, o que fez surgir a ditadura da beleza partindo do princípio padronizado que a mídia social impõe. De acordo com o SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) 60% das cirurgias brasileiras são para fins estéticos, além de treinos pesados na academia e o uso de hormônios anabolizantes clandestinos, que desencadeiam em doenças como depressão e a anorexia.
Além deste conflito interno associado com o padrão de beleza, muitas pessoas reconhecem sua ética e seus limites, procurando mudanças estéticas poucos significativas que contribuem para seu bem estar, não colocando sua saúde em risco e se sentindo melhor fisicamente.
Portanto, para que se entenda que o limite estético é alcançado quando os riscos são maiores que os benefícios, medidas como a criação de artigos constitucionais que possam prever padrões éticos dentro da medicina pela OMS (Organização Mundial da Saúde), além de melhores fiscalizações quanto a entrada de produtos estéticos clandestinos através dos setores de segurança nas fronteiras internacionais para que as pessoas deixem de seguir a obsessão global pelo corpo perfeito e busquem meios saudáveis para se realizarem física e esteticamente, sem qualquer padronização.