Limites entre estética e saúde
Enviada em 12/06/2020
A estética corporal está presente diariamente nos mais diversos meios de comunicação, como televisão e redes sociais. Desse modo, a sociedade brasileira começa a receber uma série de padrões estéticos a serem seguidos, o que acaba por ocasionar uma busca, pelo “corpo perfeito” na população. Consequentemente, a saúde pública pode ser ameaçada , visto que alguns brasileiros podem colocar a sua integridade física em risco na tentativa de atender esses padrões estéticos, o que é algo extremamente perigoso à população. Logo, é dever do Estado promover a conscientização dos brasileiros sobre os riscos dessa prática descrita anteriormente.
Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, “O indivíduo só poderá agir na medida em que estende o contexto no qual está inserido”. Dessa maneira, a população brasileira precisa compreender a realidade na qual está exposta, pois, diariamente, os brasileiros consomem uma grande gama de conteúdos na televisão e em redes sociais que fomentam o estereótipo do “corpo perfeito” como, por exemplo, atores e atrizes de diversos filmes que, em sua maioria, são magros e de cabelo liso. Dito isso, é criado no senso comum uma falsa ideia de que apenas pessoas com as características citadas acima são bonitas e, assim, criar uma falsa necessidade de alteração nas características individuais.
Assim sendo, com o padrão estético imposto, parte da população começa a recorrer a procedimentos cirúrgicos como a lipoaspiração e plástica, na tentativa de atender a esse modelo imposto. Por conseguinte, conforme foi divulgado pela Vigilância Sanitária brasileira, a cada 100 cirurgias de lipoaspiração, ao menos 3 resultam em morte. Dessa forma, além de procedimentos cirúrgicos, alguns indivíduos passam também a utilizar medicamentos sem a prescrição médica e, assim, podem ter uma série de complicações de saúde, o que evidencia a a gravidade dessa situação, pois caso nada seja feito, mais brasileiros irão perder suas vidas em busca desse ideal.
Portanto, segundo Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Por conseguinte, o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação, deve iniciar campanhas de conscientização nas escolas do país que promovam palestras com psicólogos e médicos, de modo a orientar o jovem sobre os riscos e mecanismos que os meios midiáticos utilizam para construir o padrão estético. Sendo assim, o estudante aprenderá, desde mais novo, a identificar esses mecanismos e não venha a se submeter a cirurgias e nem a automedicação na tentativa de alcançar esse padrão imposto, para que assim esse problema seja cada vez menos frequente na sociedade brasileira.