Limites entre estética e saúde

Enviada em 13/09/2020

Procedimentos estéticos são comuns há muito tempo, seja entre pessoas comuns ou seja entre celebridades. Porém, hoje em dia há um crescimento excessivo dessas intervenções. Isso ocorre por conta do padrão de beleza que se impõe cada vez mais nas nossas vidas - e pode acarretar em diversos danos à saúde.

Em primeira análise, percebe-se como esse padrão se comporta. Em capas de revistas e programas de televisão,  pessoas com corpos ideais tornam-se modelos a serem seguidos pela população. Entretanto, muitas vezes essas imagens são editadas, transformando-as em mais difíceis a serem copiadas. Todavia, mulheres e homens persistem e realizam dietas alimentares e exercícios físicos intensos e frequentemente perigosos, podendo terminar com graves doenças, por conta da falta de nutrientes necessários.

Em segunda análise, vê-se como outros mecanismos podem influenciar nestas mudanças. Problemas psicológicos, como anorexia e transtorno dismórfico corporal, levam a pessoa a se sentir insatisfeita com o próprio corpo. Mas, ao invés delas se tratarem em médicos especializados, como psicólogos ou psiquiatras, recorrem a cirurgia plástica para tentarem chegar ao corpo ideal. Além disso, o racismo também é um grande influenciador nesses procedimentos. Muitas pessoas que possuem traços negroides, como o nariz largo, se sentem descontentes e realizam diversas rinoplastias.

Em suma, observa-se a presença de um arquétipo do belo inalcançável que prejudica uma parcela da população. É necessário que o Governo Federal e o Ministério da Saúde, responsáveis pelo bem-estar da população, realizem campanhas e mostrem a realidade dos corpos brasileiros. Por meio de campanhas midiáticas constantes, deve-se desconstruir o imaginário do corpo perfeito, a fim de conscientizar as pessoas a procurar os médicos necessários para que possam se sentir bem consigo mesmas - sem ter que passar pelo bisturi.