Limites entre estética e saúde

Enviada em 10/06/2020

O Estado simboliza a força motriz que promove e organiza a vida social e econômica dos indivíduos. Nesse sentido, nota-se que há divergência entre a economia e o bem estar da população no que tange os imbróglios para consolidação da união entre ambos de forma harmônica.Sendo assim, tal fato tem como elementar a negligência estatal, bem como a má gestão dos recursos governamentais.

Vale pontuar-se que a negligência estatal mostra-se evidente no Brasil haja vista que os direitos sociais, assegurados pela Constituição de 88, têm como base a dignidade da pessoa humana. Nesse viés, a omissão estatal acentua-se devido acumulação de riquezas por uma minoria, o qual, segundo a Pesquisa Desigualdade Mundial, aproximadamente 30% da renda brasileira concentra-se em um por cento dos habitantes. Ademais, em consonância com Macpherson, a incapacidade de entender que tudo que se possui deve-se, também, à sociedade – denominado individualismo possessivo – apresenta-se de forma constante na sociedade. Em decorrência, percebe-se que na biologia anfíbios fêmeas tendem a escolher machos mais atrativos para acasalamento, tal seletividade corrobora, na humanidade, para a perpetuação das mazelas sociais.

Vale aferir ainda que , a má gestão dos recursos econômicos brasileiros representam o aumento da desigualdade no país, uma vez que esta simboliza a administração ineficiente no controle dos bens nacionais. Nessa perspectiva, a problemática perpetua-se em razão da persistência das ‘bolhas soiais’, as quais significam a permanência de um individuo em um ambiente favorável o qual não há conteúdo ou outrem que contradiz com sua realidade. Outrossim, ressaltar-se-á que a falta de divisão dos interesses públicos se sucede tanto pela alienação das vontades quanto pela ganância da parcela privilegiada socialmente. Como resultância, nota-se que de maneira análoga ao período Colonial a desigualdade permanece enraizada na identidade do país.

Isto posto, o Governo Federal deve aumentar a fiscalização no cumprimento dos direitos sociais, por meio do remanejo das verbas estatais, com foco em atender às demandas carentes nos serviços essenciais, como educação, saúde, lazer, moradia e, desse modo, proporcionar maior dignidade humana aos indivíduos, como previsto na legislação nacional. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, proporcionar ensino econômico de qualidade, por intermédio de aulas de campo e promoção de debates, a fim de fornecer maiores oportunidades de vida, amenizando a desigualdade antes perpetuada.