Limites entre estética e saúde
Enviada em 02/09/2020
Na música “Pretty Hurts” a cantora Beyoncé expõe o lado nocivo da busca desenfreada por padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Paralelamente, a crítica feita na canção aborda um problema da contemporaneidade, tendo em vista que, a busca por uma beleza uniforme pode ser vista no cotidiano. A mídias e as redes sociais são elementos que corroboram para a permanência da inércia, pois propagam um tipo de corpo ideal sem falar dos riscos a saúde.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar a influência que os meios de comunicação exercem no corpo social. De acordo com o cirurgião plástico Douglas Jorge, as mudanças no corpo são, na maioria dos casos, por ingerência de terceiros. Consoante a isso, é comum em redes sociais usuários que fornecem dicas de beleza como dietas, uso de cosméticos e até de remédios. Influenciando o consumismo e se atentando mais a estética do que a saúde.
Parafraseando o sociólogo Émile Durkheim, o fato social consiste no comportamento coletivo e generalizado que exerce força sobre os indivíduos. Dessa forma, é possível observar que, de fato, a adoção de práticas em busca da beleza padrão parece ter virado “febre”. Já que, não há representatividade dos diversos tipos de beleza e conscientização a respeito do tema.
Averigua-se, desse modo, que medidas efetivas precisam ser tomadas para minimizar a questão. A mídia, como elemento persuasivo, deverá deverá criar propagandas e entrevistas que abordem a aceitação e valorização de todos os tipos de corpo, também informem a população a respeito dos riscos dos procedimentos estéticos. O Governo Federal na figura de Ministério da Educação, deverá organizar palestras em escolas - com a ajuda de profissionais da saúde - a fim de orientar a juventude.