Limites entre estética e saúde

Enviada em 13/07/2020

O culto ao corpo fazia parte da cultura grega na antiguidade, por isso era comum que os homens exibissem seus físicos durante jogos. Dessa forma, precisavam alcançar a perfeição para entrarem no conceito de corpo ideal. No contexto atual, esse conceito atua de forma evidente na vida das pessoas, criando padrões que são reforçados pela mídia e utilizados como forma de vender seus produtos. A pressão estética, podem causar danos físicos e psicológicos, como compulsão alimentar ou complicações decorrentes de cirurgias plasticas.

Contínuo a isso, a Indústria Cultural visa o lucro e o consumo em massa da população, para isso, utiliza a cultura e os meios de comunicação para difundir ideologias, a fim de alienar os consumidores. Nesse sentido, o corpo tornou-se  um objeto do capitalismo, pois as mídias vendem constantemente a ideia do corpo perfeito. Assim, as pessoas sentem necessidade de estarem dentro dos padrões e consomem todo tipo de produto, como chás ou remédios emagrecedores. A farsa da perfeição, na maioria das vezes perpetuada por meio de fotos manipuladas por photoshop ou por produtos inúteis e perigosos, possui fins lucrativos.

No filme “O Mínimo Para Viver”, uma jovem sofre de anorexia e teve que ser internada em uma clínica de reabilitação para recuperar sua saúde e curar-se do transtorno. A situação condiz com a realidade, visto que transtornos alimentares, depressão e baixa autoestima são problemas frequentes na conjuntura contemporânea.  Dessa forma, a utilização de métodos perigosos como dietas restritivas, procedimentos cirúrgicos com viés totalmente estético, remédios para emagrecer, entre outros, causam danos psicológicos e físicos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) aproximadamente 4% da população brasileira sofre de transtornos alimentares. Os limites da estética são ultrapassados quando esta adquire maior importância que a saúde.

Fica claro dessa forma, que a busca pelo corpo ideal pode desencadear problemas sérios. Cabe à OMS, órgão das Nações Unidas especializado em saúde, desenvolver debates sobre os riscos da pressão estética, por meio das mídias sociais, com o objetivo de conscientizar  a sociedade sobre esse problema. Dessa forma, o conceito grego de corpo ideal poderá ser abolido.