Limites entre estética e saúde

Enviada em 03/08/2020

A fascinação pelo corpo humano não é algo exclusivo da contemporaneidade; é advindo desde a Antiguidade, na Grécia Antiga. Dessa forma, o corpo era visto e representado como algo belo e escultural, sendo retratado em várias pinturas e esculturas da época. Contudo, na atualidade, essa admiração tem se tornado algo obsessivo, ultrajando os limites entre a estética e a saúde e, assim, calhando em um grave impasse social. Isto posto, cita-se como causa e consequência, respectivamente, os padrões sociais e os problemas de saúde.

Em primeiro plano, é possível afirmar que essa busca em possuir o “corpo perfeito”, é resultado de padrões sociais cada vez mais recorrentes. Assim, na música “Pretty Hurts”, da cantora Beyoncé, é retratado como a sociedade impõe um padrão para a beleza, um estereótipo a ser seguido por todos. Consequentemente, isso acaba gerando um sentimento de “vale tudo”, no qual não importa a saúde física ou mental, desde que o objetivo de se alcançar o modelo exemplificado pela sociedade seja alcançado.

Em segunda análise, observa-se que esse comportamento compulsivo pela procura da boa aparência acaba gerando, em muitos casos, graves problemas de saúde como, a bulimia e a anorexia. De exemplo, insere-se o filme “O mínimo para viver”, em que a protagonista Ellen sofre de anorexia, um distúrbio alimentar no qual ela se recusar a comer, configurando uma perda excessiva de peso. De maneira análoga, muitos jovens e adultos tem se encontrado na mesma situação, pondo sua saúde em risco pela promoção daquilo que se considera o essencial socialmente: a aparência ideal.

Torna-se evidente, portanto, que a problemática acerca dos limites entre estética e saúde é de suma urgência, exigindo soluções. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a Mídia, investir em políticas públicas por meio da criação de campanhas que incentivem o indivíduo a ser seu próprio ideal, quebrando estereótipos e não sacrificando a própria saúde em razão da beleza. Ademais, deve-se criar um projeto que disponibilize consultas psicológicas a quem sofre com transtornos advindos da estética, auxiliando na recuperação dos mesmos. Desse modo, as pessoas aprenderão a se aceitarem como são, sem se compararem com um padrão social e, consequentemente, casos como o de Ellen diminuirão.