Limites entre estética e saúde

Enviada em 29/07/2020

No filme “Felicidade por um fio”, a protagonista Violet, empresaria bem sucedida, enfrenta os problemas impostos pelos padrões de beleza, empenhando-se em aceitar seu cabelo natural ao decorrer do enredo. No que concerne os dias atuais, a ficção não se difere da realidade, na qual inúmeras pessoas possuem difícil aceitação física, recorrendo à cirurgias e métodos estéticos perigosos.

Primeiramente, evidencia-se que no linear do século XXI, o Brasil é o segundo país com maior número de cirurgias plásticas realizadas. Segundo o sociólogo Francisco Romão, especialista em saúde pública, o problema não se limita apenas ao setor de cirurgias, mas também à quantidade de academias, farmácias, salões de beleza e centros estéticos em grande escala sendo normalizados ao cotidiano. Além disso, é significativo citar doenças como a bulimia, anorexia, entre outros transtornos alimentares que atingem pessoas em busca da estética perfeita.

Historicamente, no período do Renascentismo, o padrão de beleza era completamente diferente do atual. No século XVI, o protótipo estético era de mulheres robustas e mais alargadas, muitas representadas nas manifestações artísticas da época. Entretanto, atualmente a população busca a perfeição por meio de procedimentos inseguros, como o uso de anabolizantes, entre outras substâncias, sem o acompanhamento necessário de um profissional da saúde.

Desse modo, é essencial que o Estado incentive a divulgação de propagandas nas redes sociais, tratando acerca da diversidade estética do país e recrutando pessoas do cotidiano para demonstrar os diferentes tipos de beleza, que não necessitam ser padronizados. Espera-se dessa forma que os níveis de aceitação se elevem e o bem estar físico, pautando-se em uma vida saudável e segura integrem-se ao cotidiano.