Limites entre estética e saúde
Enviada em 01/08/2020
Diversos filmes, como “O mínimo para viver” e “Linda de morrer”, levantam um questionamento sobre dois temas interligados, onde o excesso de um, leva a destruição do outro. Qual será o limite entre a estética e a saúde?
A realização de processos estéticos no Brasil, nos últimos dez anos, aumentou 141% entre os jovens de 13 a 18 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). De acordo com Joana Novaes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC-Rio, o nosso olhar está discriminatório e intolerante aos excessos do corpo, por causa da grande contemplação dos corpos esculpidos com photoshop. Para o membro da SBCP, Douglas Jorge, esse desejo de mudar o corpo vem de influências externas, induzidos por famosos, revistas e por tudo o que nos cerca, ele também afirma que as intervenções estéticas podem ser benéficas, porém estão sendo vulgarizadas e banalizadas.
A busca desmoderada pela aparência perfeita pode acarretar diversas doenças como a anorexia e bulimia, que são distúrbios alimentares onde a pessoa começa a tomar metidas, com o intuito de perder peso, como parar a ingestão de alimentos e exercícios exagerados. Da mesma forma, a busca descontrolada por cirurgias plásticas, podem prejudicar a saúde, e um grande problema associado são as cirurgias em locais ilegais, que muitas vezes levam o paciente a óbito. Segundo Joana Novaes, o controle social dos corpos, tem como uma das origens a medicina higienista, onde as práticas antigas começaram a associar beleza e higiene, levando o que é fora do padrão, ser considerado sujo, doente, sinal de desleixo ou preguiça.
Mudar a perspectiva do que é belo, pode ser feito a partir da representatividade em locais onde apenas o magro é padrão, por exemplo em revistas e propagandas. Pois o julgamento a si mesmo diminuirá, a partir de exemplos de outras pessoas.