Limites entre estética e saúde
Enviada em 31/07/2020
É fato que na sociedade contemporânea em que estamos inseridos, são impostos a nós (mesmo que muitas vezes imperceptíveis) padrões de estética e beleza, por meio de revistas de moda, filmes, propagandas e principalmente, por influência de pessoas famosas. E tudo isso, tem o capitalismo por de trás, visto que o sistema faz com que você deseje ser “perfeito” como o seu ídolo, para assim, gastar em roupas, maquiagens e muitas vezes até em cirurgias.
E assim ocorre a banalização de cirurgias plasticas, ou seja, é normalizado que uma pessoa acabe fazendo tal cirurgia apenas para se encaixar nos padrões da sociedade e ganhar aceitação. É óbvio que todas as pessoas merecem se sentir bem consigo mesmo, e é claro que todos temos o livre-árbitrio para isso, pois o corpo é de cada um. Porém, qual a necessidade de um preenchimento labial? Ou de um silicone? Por que botox?
Além da simples e fútil estética (nem sempre bonita) proporcionada, esse tipo de cirurgia não serve para nada além do ganho de aceitação. E o pior é que muitas vezes esses procedimento dão errados, e o resultado acaba ficando bem pior do que antes. O crescimento de clínicas clandestinas e materiais de terceira qualidade vendidos são notáveis, e basta estar por dentro das notícias que geralmente você encontra uma manchete: “Mulher morre após aplicação de silicone industrial em clínica clandestina”.
Cada um tem o seu corpo. E a culpa dessa banalização não é das inúmeras pessoas que vão atrás de aceitação, mas sim, dos opressores que propõem um padrão na sociedade. Porém nos últimos anos, grandes marcas e empresas vem mudando esse padrão pouco a pouco, valorizando mais, por exemplo, o corpo esbelto e acima do peso; e assim dando mais “glamour” para as minorias oprimidas. Mesmo assim, a estética de um corpo perfeito e um rosto lindo ainda são “O padrão”, mas um dia isso vai acabar, nada é eterno pra sempre (e muito menos nossos corpos!)