Limites entre estética e saúde

Enviada em 29/07/2020

Desde a Grécia Antiga homens idealizavam a conquista do corpo perfeito adquirido através da atividade física, o desejo de uma estatura impecável, tornou-se um meio de aproximarem-se dos deuses. A padronização corporal era algo marcante  na época, cultuavam um indivíduo alto, musculoso e robusto. Padrões, os quais não foram superados e perduram até os dias modernos.

Ter um corpo belo e saudável é um desejo da maiorida das pessoas, entretanto, a razão por trás dessa vontade muitas vezes não parte do próprio ser, mas sim de meios externos, como por exemplo, a mídia. Os famosos ‘‘influencers’’ manipulam indiretamente seus seguidores a adotarem um modelo corporal classificado como perfeito. Indicam, através de suas redes sociais, meios de emagrecer ou ganhar massa corporal, mesmo sem o menor conhecimento acerca do assunto.  Muitos indivíduos perdem a noção do perigo e atravessam a tênue linha entre a busca pela estética ideal e a própria saúde. Começam dietas sem antes consultar com um profissional especializado ou malham além dos limites do corpo.

Em um documentário intitulado ‘‘Miss Americana’’  disponibilizado pela Netflix, a cantora norte-americana Taylor Swift relatou sobre seu transtorno alimentar. Revelou que essa desorder teve início quando começou a pesquisar por dietas na internet em sites não confiaveis. A situação agravou-se a partir do momento em que a mídia criticava seu corpo nos tablóides taxando-a por ser ‘‘fora dos padrões’’.

Problemas como o retratado estão enraizados na cultura, no entanto, podem ser combatidos por meio da mídia. Pessoas de todas as fisionomias deveriam ser escolhidas para representar marcas famosas de roupas ou lingerie, citando como exemplo, a Victoria Secrets . Tal companhia, com alta visibilidade de marketing é conhecida também por contratar somente modelos padronizadas, acentuando a situação descrita.