Limites entre estética e saúde

Enviada em 01/08/2020

Atualmente, o acesso facilitado a cirurgias plasticas, fez com que, além das pessoas que precisam passar por procedimentos estéticos, outras pessoas que não possuem deformidades e não passaram por traumas severos realizem o procedimento cirúrgico. Esse fato pode acarretar em diversos problemas de saúde, desde riscos e cicatrização, e psicológicos, como traumas, descontentamento ou vício em cirurgias plasticas.

Um importante aspecto a ser discutido são que, a maioria dos procedimentos estéticos realizados sem necessidade, acontecem devido a pressão social externa que aponta os padrões de beleza que devem ser seguidos pelas pessoas, principalmente, pelas mulheres. Isso faz com que elas, cada vez mais fiquem preocupadas com a estética, levando as a realizarem procedimentos cada vez mais perigosos, arriscados e danosos À saúde.

Outro fator importante, é que, boa parte dos médicos esteticistas, muitas vezes, após já terem realizado o procedimento nas pacientes, incentivam-as a continuar com os procedimentos, sugerindo outras cirurgias pelo corpo, e esse fator, pode causar problemas de saúde graves. Seja na anestesia, cirurgia ou cicatrização.

Pessoas que iniciam no mundo de cirurgias plásticas, dificilmente sabem estabelecer limites entre a saúde e a estética, isso torna mais difícil o controle sobre os procedimentos. Portanto, algumas soluções possíveis seriam: estabelecer parâmetros fixos pelo governo para a realização de procedimentos estéticos e, também, um limite fixo de cirurgias plasticas desnecessárias por pessoa. Isso diminuiria os procedimentos incoerentes e, consequentemente, os riscos, logo, o numero de procedimentos fatais ou danosos seriam reduzidos.