Limites entre estética e saúde

Enviada em 30/07/2020

Perfeição. A palavra que a maioria quer tornar realidade. Mas se as pessoas acordassem e amassem seus corpos o setor de beleza não cresceria todo ano 10%. Porém com tantos estereótipos é extremamente difícil olhar para o espelho e gostar do que vê e fica-se cego perante aos perigos de fazer parte de um padrão qualquer . Coloca-se em risco a própria  vida por traços que não pertencem a humanos, e sim a utopias presente no pensar do coletivo.

A grande maioria dos adolescentes são, ou já  foram, insatisfeitos com a aparência que tem. Nessa idade é onde começam as comparações, os likes , o querer ser o que não dá; simplesmente  porque humanos não são deuses com seus corpos idealizados e sua imortalidade imune a cirurgias totalmente fúteis. Em 2019 o número de operações plásticas no Brasil cresceu 25% em comparação a 2016. Não dá para tomar remédio de dor de cabeça quando se está com o braço quebrado, portanto mentes não saudáveis que detestam a imagem que veem de si mesmas jamais deveriam procurar  por algo que nunca irá mudar. Se o problema está dentro não adiantará de nada concertar o exterior.

O corpo é o livro da  vida, é nele em que se vê as cicatrizes, as marcas , os pequeninos detalhes que fazem os seres .Pois podia-se fazer milhares de cirurgias mas se não amar a si, um lábio maior, uma barriga tanquinho e uma pele sem marcas não serão suficientes.

É claro que fazer uma maquiagem bonita para realçar ( e não esconder) a beleza, ou então exercícios para tem um corpo mais saudável (portanto mais belo) não são problemas. Autoestima é muito importante para a saúde, importantíssimo mima-la um puco.

Uma boa solução para não haver mais óbitos por conta desse, seria leis que proibissem cirurgias extremamente arriscadas a saúde. Mas aí dependeria da fiscalização também.