Limites entre estética e saúde

Enviada em 31/07/2020

É um fato que hoje mais do que nunca as pessoas querem tentar ao máximo se sentir bem, existem pessoas que fazem isso por meio psicológico e outras que fazem por meios estéticos. Em matéria feita pela revista “Veja saúde” em relação a operações estéticas é colocado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) que o aumento de cirurgias nessa área entre o ano de 2014 e 2017 foi de 23%. Muitas dessas pessoas que violam o seu corpo em troca de uma forma “mais agradável” se dão pelo fato da sociedade colocar como padrão, um “corpo ideal”. Em alguns casos os riscos são maiores que os benefícios, porém esses indivíduos preferem correr riscos a serem julgados.

O que a sociedade tem como “padrão estético hoje em dia” é o que quem faz a cirurgia plástica pretende alcançar, pois deseja o corpo ideal, se não será julgada a todos ao seu redor com olhares discriminatórios. Isso se dá também pela autoestima baixa que a pessoa vai criando durante muitos anos, fazendo então a mudança estética e falsamente elevando a autoestima, visto que após a primeira cirurgia o indivíduo começa a se achar incapaz com o corpo que tem, gerando um ciclo…

De acordo com Francisco Neto (cirurgião plástico) a partir do momento em que os riscos são maiores que o benefício seria a hora certa de parar. O certo seria ponderar entre os riscos e benefícios dessa mudança estética, entretanto a partir do momento em que “os riscos são maiores que os benefícios” aquilo já não te faz mais bem e não te irá trazer um retorno bom, tornando-se prejudicial ao seu corpo

Uma boa solução para sanar a “loucura por estética” seria enraizar em nossa sociedade, começando desde as crianças com o conceito de que não existe padrão estético, uma vez que seria difícil na sociedade em que existe hoje em dia aceitasse esse tipo de argumento, dado que são padrões que já revigoram a muito tempo. Em relação a autoestima baixa a melhor escolha seria procurar ajuda psicológica e especializada, pois são problemas graves.