Limites entre estética e saúde
Enviada em 31/07/2020
É iniludível que os procedimentos estéticos estão cada vez mais consuetos e acessíveis. Marcando desta forma toda uma geração, que está incessantemente comparando-se com padrões de beleza inalcançáveis, a ponto de adoecer e obter transtornos físicos e psicológicos.
Em geral, o sexo feminino é o mais afetado pela ditadura da beleza. Muitas mulheres sonham em parecer-se com o que a mídia nos mostra cotidianamente, criando desta forma a utopia de um corpo perfeito. Segundo a OMS, cerca de 4,7% da população brasileira possui transtornos alimentares, ligados diretamente com a estética e pressão social, tais como: bulimia e anorexia. Além de também, prejudicar a saúde mental, podendo acarretar doenças psicológicas, as quais se manifestam a partir da baixa-autoestima.
Ademais das problemáticas já citadas, profusas pessoas submetem-se a cirurgias estéticas, com o objetivo de encaixar-se ao padrão de beleza exigido pela sociedade. Nos últimos dez anos, no Brasil houve um aumento de 141% no número de cirurgias plásticas realizadas em jovens de 13 a 18 anos de acordo com a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). O que evidencia que a partir da segunda infância, inicia-se uma busca incessável pelo o que, segundo o senso comum é belo. Por fim, alimentando uma indústria capitalista, a qual lucra cada vez mais com a insatisfação pessoal do individuo.
Tendo em vista os aspectos observados, é de suma importância que a mídia, por meio da televisão e redes sociais, exponha corpos mais comuns, sem utopias e prezem pela diversidade. Incentivando assim o amor-próprio e a aceitação desde a juventude. Resultando numa sociedade mais feliz e satisfeita consigo mesma.