Limites entre estética e saúde

Enviada em 01/08/2020

Em sua música “Pretty Hurts” – a beleza machuca, em português, a cantora norte americana Beyoncé diz que a perfeição é a doença da nação. Uma vez que, ao tentar alcançar os padrões de beleza divulgados pela mídia, muitas pessoas acabam ultrapassando os limites de seus corpos, causando danos e distúrbios que são prejudiciais à saúde e à vida.

Há de se considerar que desde os tempos remotos o corpo humano é idealizado. Quando se fala dos séculos XVI e XVIII, a magreza tinha grande importância, fazendo com que mulheres vestissem espartilhos e corpetes para ajustar a cintura, muitas vezes causando desmaios e fraturas nas costelas. Além disso, durante o século XVII, na Inglaterra, era comum que mulheres usassem um remédio a base de chumbo para branquear a pele, e em casos mais extemos, chegavam a perder sangue para atingir o arquétipo da época.

Da mesma forma ocorre no século XXI, onde o ideal é difundido pela mídia e meios de comunicação. E, indo contra o raciocínio de Thomas Edison, a insatisfação tem sido o requisito primordial para o retrocesso. Visto que, ao buscarem o corpo perfeito, cada vez mais jovens têm realizado procedimentos estéticos e cirúrgicos arriscados, recorrido a dietas e regimes que possibilitam desencadear distúrbios alimentares complexos, como anorexia, bulimia e vigorexia, não sendo diferente da idade moderna.

Por conseguinte, é inegável que medidas precisam ser tomadas para a dissolução desses ideais estéticos nocivos à sociedade. Por tanto, faz-se necessário, diversificar a beleza estampada nas mídias, assim, modificando a visão padronizada de estereótipos. Bem como o ministério da educação juntamente ao ministério da saúde, promover campanhas, conscientizando pais e alunos acerca da autoaceitação e do risco dos distúrbios alimentares a fim de diminuir a incidência deles, e assim então, a beleza não provocará dor.