Limites entre estética e saúde
Enviada em 02/08/2020
Desde tempos antigos, em diversos lugares do mundo, sempre houveram padrões estéticos que seriam equiparáveis ao auge da beleza naquela época e localidade. Na mesma medida, encontram-se prejudiciais a saúde para se atingir aparência considerada ideal.
De acordo com um estudo divulgado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em 2018, o Brasil registrou mais de 900 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos e ultrapassou um milhão de cirurgias plásticas realizadas naquele ano. Isso colocou o Brasil como o segundo país que mais realiza intervenções estéticas no mundo. O que preocupa especialistas da área que alertam sobre a banalização das cirurgias. Como no caso da bichectomia, procedimento que consiste na retirada de gordura das bochechas, o qual apresentou um aumento repentino pela metade de 2017. Esse pode causar sequelas quando realizada de maneira desnecessária ou operada sem devido cuidado.
Assim, pode-se observar que a busca pela beleza contemporânea não se trata apenas de um ponto estético, mas também de saúde. É o caso dos transtornos alimentares tem sido registrados com mais frequência nos últimos anos. Segundo, uma pesquisa realizada pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, houve um aumento de aproximadamente 65% de transtornos alimentares registrados em homens. Ainda de acordo com a fonte, esse aumento expressivo teria ocorrido por causa da pressão estética das redes sociais .
Por causa disso, é necessário enaltecer celebridades como a cantora Lizzo. Fora do padrão a artista enaltece a confiança e auto-estima que se deve ter sobre o próprio corpo, assim via redes sociais é possível que a população divulgue sua mensagem de autoamor e confiança, diminuindo a pressão existente na mídia. Ademais, o Ministério da Saúde pode criar campanhas sobre transtornos alimentares, alimentações saudáveis e a prática de exercícios para alertar a população sobre a importância da sua saúde sobre sua estética.