Limites entre estética e saúde
Enviada em 17/08/2020
O ser humano sempre buscou alguma forma de se diferenciar e se sentir superior aos demais ao seu redor, desde a antiguidade o culto ao belo faz parte da cultura de diferentes sociedades, existindo variações e formatos referentes a cada época e lugar, mas sempre sendo diretamente influente no corpo social. Nos dias atuais, novas tecnologias, mídia e redes sociais impulsionam a ideia de novos padrões a serem seguidos em que as pessoas sentem a necessidade de se encaixar, na maioria das vezes expondo sua saúde e vida, o que fez com que o mercado da beleza crescesse e novas doenças surgissem.
O culto ao corpo recebeu atualizações ao longo dos anos. Na Idade Média, por exemplo, tinha-se a visão corporal como um ’’ lugar de tentações’’. Na Revolução Industrial o homem era visto como um objeto de trabalho. Na sociedade contemporânea, pela direta influência da mídia , padrões de beleza estão sendo difundidos e impostos. Nota-se hoje a constante preocupação do indivíduo pelo corpo, especialmente os jovens. Academias, clínicas de estética e cirurgias plásticas são as principais ferramentas utilizadas atualmente em busca dos moldes do belo.
Nos últimos anos houve um crescimento da indústria da beleza. Por conseguinte, fica notável o exagero em propagandas de cosméticos, clínicas de estética e academias, o que induz a população a fazer uso e submete-se a cirurgias, malhação e dietas totalmente exageradas sem auxílio de profissionais qualificados. Por não conseguir se adequar aos padrões exigidos pela sociedade a pessoa pode prejudicar a própria saúde. Um exemplo disso foi a morte da bancária Lilian Calixto, que recorreu a um profissional não habilitado para atuar na área e fez uso de material sintético proibido (PMMA) para inserção corporal em alta dosagem.
Diante do supracitado, ficou notável que ao longo dos anos os padrões mudaram e trouxeram com eles consequências alarmantes como donças e até mesmo a morte. Portanto, o Ministério da saúde deve investir em mais espaços de esporte e lazer, incentivando a prática de atividades físicas e de socialização, diminuindo assim a incidência de doenças relativas a estética e saúde. Além disso, o Estado como mediador da sociedade, deve se preocupar em apresentar à ela diferentes modelos de beleza visando a quebra de paradigmas, fazendo uma melhor regulação da influência midiática com a criação de consultas públicas, mesclando o belo aos padrões comuns de beleza na sociedade, atenuando o drama de quem de alguma forma não se sente ‘‘bonito’’ no momento.