Limites entre estética e saúde
Enviada em 24/08/2020
Nos tempos atuais a sociedade valoriza e enxerga a beleza estética em alto valor, impulsionando milhares a buscarem corpos bem desenhados a custo de cirurgias, dietas e uso de substâncias químicas sem acompanhamento médico. Porém, existe um limite na corrida pela busca do corpo perfeito e o uso exagerado de cirurgias, dietas, anabolizantes e outros recursos que podem colocar em risco a saúde da população.
Cabe mencionar que a mídia tem desempenhado um desserviço para a sociedade quando impõe estereótipos de beleza a todo custo. Nota-se que há uma preocupação muito grande de adultos, jovens e adolescentes em expor seus corpos a um excesso de dietas, cargas diárias de exercícios, cirurgias e outros procedimentos, impulsionando o crescimento da indústria e o mercado consumidor nesse segmento.
Vale ressaltar que, as cirurgias e procedimentos estéticos clandestinos, aliados ao uso de esteroides anabolizantes (EA), são os maiores responsáveis por sequelas e óbitos e tem atraído substancialmente o público adolescente. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos houve um aumento de 141% nos procedimentos em jovens de 13 a 18 anos. Noutro giro, estimativas apontam para um volume de 6,8 milhões de usuários de EAS no Brasil, afirma Silmara Leite, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR).
Conclui-se que é dever Ministério da Saúde investir em campanhas publicitárias para alertar a população sobre os perigos dessas cirurgias clandestinas e uso sem prescrição de anabolizantes esteroides. Somado a isso, os órgãos de fiscalização devem ser mais atuantes nas academias e lojas que exploram esse segmento de consumo. Acredito ainda que as escolas têm papel relevante e eficaz na formação de adolescentes mais conscientes e capazes de valorizar sua saúde. Destarte, como estas medidas, espera-se minimizar os efeitos desta ditadura que define o conceito de belo a qualquer preço.