Limites entre estética e saúde
Enviada em 24/08/2020
Na Grécia Antiga, vigorava o ideal de “corpo são, mente sã”, representando a valorização do equilíbrio entre a parte física e o intelecto. Hodiernamente, porém, em busca de corpos idealizados, pessoas colocam a própria saúde em risco. Com isso, temos alguns empecilhos, como: a mídia e o fracasso de suas metas.
Em primeira análise, cabe apontar como a mídia dissemina o padrão de beleza, com corpos magros, tonificados e bronzeados. As redes midiáticas exercem uma grande influência na sociedade, assim, diversas pessoas são induzidas a não gostarem dos seus corpos como são. Por consequência, guiadas pela vontade de se encaixarem nesses paradigmas, recorrem à academias e processos estéticos, muitas vezes, sem acompanhamento de um profissional, ultrapassando os limites entre estética e saúde.
Outrossim, é importante ressaltar, que os perigos maiores são quando esses indivíduos não conseguem atingir o corpo idealizado. Segundo a pesquisa feita pela Faculdade de Medicina da UFMG, busca por padrões estéticos pode levar a distúrbios alimentares. Com efeito, algumas pessoas desenvolvem doenças, como a depressão, que afeta no convívio social, baixa autoestima, transtornos alimentares de bulimia e anorexia.
Em suma, torna-se evidente que a mídia e o insucesso das metas de um corpo idealizado, causam problemas na saúde física e mental. Nesse sentido, com o intuito de reverter essa problemática, é necessário que o Ministério da Comunicação, por meios midiáticos, promova publicidades que estimulem as pessoas na aceitação estética e pessoal dos seus corpos, contribuindo para desmitificar a ideia de que há um padrão de beleza a ser seguido. Ademais, cabe o Ministério da Educação criar projetos nas escolas, com discussões e introduzir nos alunos uma visão crítica sobre os estigmas corporais. Dessa forma, o indivíduo não crescerá com a visão limitada sobre a beleza e não arrisque sua vida por algo supérfluo.