Limites entre estética e saúde

Enviada em 03/09/2020

Na china, muitas mulheres usavam amarras apertadas em seus pés para controlar o tamanho e o formato, elas tinham como objetivo alcançar um padrão de beleza presente em sua época, mesmo que para isso tivessem que sacrificar seu bem estar físico. Esse fato nos mostra que a preocupação com a aparência sempre esteve presente na sociedade, o problema reside em como conciliar estética e saúde.

Em um mundo onde somos frequentemente bombardeados com informações, seja por meio de propagandas, revistas ou redes sociais, tendemos a moldar nossa maneira de pensar baseado naquilo que chega até nós, isso contribui para o surgimento de “padrões”, consequentemente leva a ocorrência de preconceito com as pessoas que não os seguem. Em contrapartida, os adeptos desses padrões tendem a sacrificar sua saúde para atingir uma estética específica, para isso dispõem de dietas restritivas, cirurgias e remédios milagrosos, esses métodos podem trazer consequências para sua qualidade de vida. Além de possíveis danos físicos, a obsessão por um corpo perfeito pode levar o indivíduo a desenvolver transtornos mentais, como a anorexia, distúrbio alimentar que leva a pessoa a ter uma imagem distorcida de seu corpo.

Isto posto, para que haja uma melhora dessa situação é necessário que se tenha uma mudança na ideia de que há um padrão estético a ser seguido, para que isso aconteça as escolas devem ensinar -principalmente na educação básica- que existem indivíduos diferentes entre si, salientando que deve-se haver respeito as diversidades. Outra medida é a promoção de campanhas de conscientização, mostrando para a população os riscos que dietas restritivas, cirurgias e automedicação podem trazer a saúde. Com isso, poderemos ter uma sociedade mais saudável e tolerante as diferenças.