Limites entre estética e saúde
Enviada em 29/10/2020
Os limites entre a estética e a saúde estão, infelizmente, se tornando cada vez mais apenas fatores insignificantes para indivíduos que tomam a decisão de modificar a sua aparência. Essa onda inovadora de diferentes cirurgias plásticas tem agradado, pelo fato de modificarem algumas características físicas, porém, em algumas ocasiões a simples cirurgia de modificação estética pode afetar à saúde. Prova disso, é a novela Global, em que Dorinha ao perceber que seu marido repara em mulheres de seios fartos, decide fazer uma cirurgia de implantação de silicone sem avisar ninguém, mas a operação arca com complicações e a costureira acaba entrando em coma.
Em primeiro lugar, é visível segundo a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) que após 2018 mais de 390% das pessoas optaram ou quiseram modificar “imperfeições” pessoais por meio de procedimentos estéticos. Embora, o número de pedidos, para realização dos processos sejam altos, alguns especialistas persistem em informar os riscos que a operação traz à saúde dos pacientes (infecção, trombose ou rompimento dos pontos) com intuito que mudem de ideia, mas nem sempre são compreendidos.
Em segundo lugar, é perceptível, que alta demanda de pedidos, para execução de cirurgias plásticas, tem origem do sonho ou da influência do corpo “padrão ideal” exibido na sociedade. Entretanto, o fato de realizar uma modificação estética não é errado, porém, a maioria do público fã de alterações estéticas, reconhece a palavra limite como algo trivial, pois necessitam ter o corpo perfeito, contudo esquecem dos riscos à saúde que cada operação corre.
Dessa forma, conclui-se que o limite entre a estética e saúde é indispensável, portanto o Ministério da Saúde em companhia com o Governo Federal deve por meio de uma reunião, impor a construção de tendas de auto ajuda para elevação e aceitação da autoestima de cidadãos que não aceitam seus corpos, além de relatarem as consequências que uma cirurgia pode trazer à saúde. Também, exibirão em propagandas de TVs relatos de pessoas que ultrapassaram o limite da estética e que hoje carregam sequelas do procedimento, fazendo assim com que o limite e a saúde nunca sejam prejudicados por um procedimento de aparência e que os indivíduos aceitem suas fisionomias, acabando com imposições de corpos perfeitos.