Limites entre estética e saúde

Enviada em 02/11/2020

Durante a primeira guerra mundial, as primeiras cirurgias plásticas começaram a surgir com intuito de amenizar os impactos físicos sofridos pelos soldados durante o combate. Contudo, observamos no Brasil uma busca exacerbada do procedimento, a fim de obter a aparência perfeita  imposta pela sociedade. Dessa forma, os estereótipos europeus e a influência mediática são fatores agravantes da problemática.

A priori, é fulcral salientar que os estereótipos europeus almejados pelo corpo social é uma questão que amplifica o impasse. Tendo em vista que, grande parte dos jovens se submetem a cirurgias e procedimentos para seguir os padrões estadunidenses impostos há anos atrás. Conquanto, infelizmente, muitos desses procedimentos não saem como o esperado e a vida do paciente é perdida na mesa cirúrgica.

Além disso, os padrões impostos pela mídia por meio de filmes e novelas, acaba colocando o Brasil ainda mais distante de superar o obstáculo. Segundo o filósofo  Adorno Horkheimer, a mídia influência a conduta dos indivíduos. Levando em consideração esse viés, lamentavelmente, na maioria dos casos a saúde e o bem estar é negligenciado pelo cidadão, dando espaço apenas para o perfeccionismo enraizado pela imprensa.

Logo, é evidente que os limites entre a estética e a saúde no Brasil estão sendo ultrapassados. Sendo assim, o Estado através do Ministério da Saúde deve promover campanhas e hastags, por meio das redes sócias, com intuito de alertar as pessoas dos perigos dos procedimentos estéticos à saúde e incentiva-las a aceitar seu próprio perfil de beleza. A fim de criar na população um senso capaz de faze-las filtrar o que seria o ideal para sua autoestima preservando sua higidez.