Limites entre estética e saúde

Enviada em 16/11/2020

Gluteoplastia, lipoaspiração, rinoplastia, bichectomia. Essas são algumas das cirurgias plásticas, as quais, se popularizaram e ganharam repercussão durante os últimos anos. Porém, até quando não apresenta riscos à saúde? A influência das redes sociais e de figuras públicas tornou a busca do “corpo perfeito” uma ação mais recorrente e, portanto, uma problemática que, ao romper a linha tênue entre o saudável e o bonito, causa graves consequências.

Primeiramente, como causa da procura pelo padrão estético proposto, encontra-se a influência das mídias sociais e televisivas. Analogamente, observa-se que a 4ª Revolução Industrial, conhecida por aumentar o acesso à informação, trouxe consigo o importante papel de persuasão. Dessa maneira, conclui-se que o controle sobre as decisões dos indivíduos, e consequentemente a saúde vital, pertence, parcialmente, às redes sociais, sendo assim, haverá necessidade de intervir sobre esse aspecto.

Em segundo lugar, percebe-se as consequências da idealização do “corpo” na saúde das pessoas, analogamente, representado pela obra cinema cinematográfica “O Mínimo para viver”, a qual, apresenta a vida de uma garota vítima da anorexia e da bulimia. Assim como no filme, na vida real há um número considerável de jovens acometidos por doenças relacionadas a insatisfação corporal. De acordo com a revista “Dialogues in clinica neuroscience”, 2% da população mundial sofre com diversos tipos de transtornos corporais, nota-se então, a importância de existir propostas com o objetivo de minimizar essas consequências.

Portanto, propõe-se que o governo, juntamente com a mídia, realize campanhas voltadas para conscientização acerca da cirurgias plásticas e modificações com propósito de atingir um padrão. Mais precisamente, por meio de posts e vídeos informativos, apresentar a dimensão dos efeitos contrários dessas mudanças na vida das pessoas. Dessa forma, será possível diminuir a influência das redes sociais sobre os padrões estéticos e proporcionar uma melhor qualidade de vida.