Limites entre estética e saúde
Enviada em 14/11/2020
Durante a primeira guerra mundial em 1918, começaram a surgir as primeiras cirurgias plásticas com o intuito de reparara os danos físicos sofridos pelos soldados durante o combate. Contudo, nota-se atualmente no Brasil uma procura excessiva pelos procedimentos, a fim de atingir uma aparência perfeita imposta pela sociedade, extrapolando assim os limites entre a estética e a saúde. Dessa forma, é valido apontar a influencia da mídia e os padrões socias como fatores agravantes da problemática.
A priori é fulcral salientar que a influência mediática contribui para o grande aumento das cirurgias plásticas no Brasil. Tendo em vista que, filmes e novelas norte americanas impõem um padrão de beleza que acaba sendo almejado pela grande maioria das pessoas que, infelizmente se submetem a esses procedimentos para se encaixar nos padrões exibidos, negligenciando sua saúde e colocando- a em risco. Assim, a tese do filosofo Adorno Horkheimer, que diz que a mídia influência a conduta do individuo esta sendo corroborada.
Além disso, desde o período Colonial no Brasil um estilo de beleza vem sendo enraizado no país, colocando-o ainda mais distante de superar o obstáculo. De acordo com a ISARS, o Brasil é o país campeão em cirurgias plásticas. Lamentavelmente, esse dado revela que o estereótipo implantado pelos europeus na nação brasileira vem acarretando vários danos, como a insatisfação estética e a busca insaciável pela perfeição.
Logo, é evidente que os limites entre a estética e a saúde no Brasil estão sendo extrapolados e medidas devem ser tomadas para mitigar o entrave. Sendo assim, é dever do Ministério da saúde em conjunto com as mídias sociais, por intermédio das redes sociais, agir com a criação de hastags e companhas em meios socias, com intuito de conscientizar e alertar a população a respeito dos perigos das cirurgias plásticas para a saúde. Dessa forma, o Brasil poderá superar os danos dos estereótipos europeus enraizados há anos atrás.