Limites entre estética e saúde

Enviada em 24/11/2020

O filme “O Mínimo para viver” protagonizado por Lily Collins, conta a história de Ellen, uma jovem de 20 anos que vive diariamente a tentativa de se encaixar nos padrões estéticos da sociedade, o que faz com que isso acometa diretamente a saúde dela. Fora das telas essa realidade é muito evidente, principalmente pela influência causada pela mídia e a frustração e adoecimentos causados pela insatisfação com o próprio corpo, mostrando cada vez mais a necessidade de ações que intervenham nesse infortúnio .

Em primeira análise, cabe ressaltar que cada vez mais pode-se enxergar homens e mulheres em uma competição interminável pelo “bonito” determinado pela sociedade. De acordo com uma pesquisa realizada pela Dove, uma empresa de cosméticos, 76% das mulheres disseram se sentir pressionadas por propagandas ou outros veículos midiáticos para atingirem um padrão utópico de beleza, o que acaba originando diversos distúrbios e inseguranças com o próprio corpo, podendo prejudicar a saúde.

Ademais, destaca-se que a pretensão ao alcance de padrões estéticos frequentemente pode causar diversos distúrbios patológicos. O número de casos de depressão, transtornos alimentares e usuários de álcool e drogas é enorme para quem não se aceita fisicamente. A frase “mente sã, corpo são” do poeta romano Juvenal afirma que a maneira de se comportar e pensar interfere drasticamente na alimentação.

Desta forma, fica explícito a necessidade de buscar medidas para atenuar esse drástico problema em nossa sociedade. Faz-se necessário a contratação de modelos e atores com todos os tipos de corpos, cores e gêneros pelos canais de mídia e a promoção de campanhas e eventos pelo Ministério da Saúde para estimular a aceitação estética e assim, tentar controlar essa infeliz realidade.