Limites entre estética e saúde
Enviada em 26/11/2020
Conforme números propagados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de procedimentos estéticos. Esse coeficiente pode ser associado a diversos fatores, entre eles, a ascensão das redes sociais e a obsessão por satisfazer os padrões de beleza impostos, rigorosamente, pela sociedade. Consequentemente a isso, principalmente as mulheres, acabam deixando a saúde em segundo plano e focam fielmente em manequins insignificantes expostos em jornais, revistas e internet. Logo, sendo notório o perigo dos possíveis desdobramentos relacionados, é de suma importância maior cuidado acerca da temática.
Perante tal cenário, cabe ressaltar, em primeira análise, a influência oculta das mídias sociais na busca pelo corpo ideal. Uma vez que essa esfera é, de modo considerável, perfeita para o alastramento de uma vida utópica baseando-se em uma realidade completamente ardilosa, os usuários são motivados a se sentirem insuficientes, acarretando no aumento nos índices de depressão e ansiedade, na faixa etária mais jovem, de aproximadamente 75% em cerca de 25 anos conforme o “Guia do Estudante”. Dessa forma, é perceptível o quão cruel a internet pode ser ao ponto de, mesmo com o passar dos anos e a evolução de pensamentos, ainda haver pessoas as quais acreditam precisar ser igual à “modelos” para serem aceitas.
Paralelo a isso, é notória a desinformação a respeito de saúde e estética, posto que, ambas podem estar relacionadas e, entretanto, não haver uma ligação direta e obrigatória entre elas, ou seja, é possível ser saudável sem, necessariamente, seguir padrões estéticos, bem como, é possível segui-los e não ter saúde. Todavia, a falta de informações concernentes à isso é mínima, facilitando a adoção de dietas malucas e, infelizmente, provocando distúrbios como a anorexia ou bulimia.
Dessarte, é lícito concluir que é extramente urgente a aplicação de medidas aptas a amenizar tais ideais de beleza. Assim, a mídia, como difusora de informações, deve promover maior discussão sobre o tema supracitado e, concomitantemente, reduzir o estímulo aos parâmetros irreais propostos por novelas, propagandas e revistas de modo à encorajar o amor próprio. Junto á isso, cabe ao Ministério da Saúde orientar a população, de forma correta, mediante à campanhas no intuito de desconstruir o pensamento cultural enraizado.