Limites entre estética e saúde
Enviada em 11/12/2020
A música “Pretty Hurts” da cantora Beyoncé retrata a doença da nação, isto é, a busca pelo corpo perfeito e como lutar pela beleza pode ser doloroso, tal fato, evidencia a problemática do limite entre a estética e a saúde. Analogamente, no Brasil, são realizados anualmente 308.185 procedimentos estéticos, isto ocorre sobretudo devido a influência da mídia e das fábricas de brinquedos, e por vezes causa danos físicos e psicológicos a longo prazo. A princípio, vale ressaltar que a mídia e as indústrias de brinquedos têm um excelente poder de persuasão, visto que desde a infância as crianças, principalmente as meninas, são apresentadas a imagem da mulher perfeita, assim como a Barbie. Assim sendo, essa influência faz com que ainda na adolescência, garotas queiram alcançar o corpo ideal, e esse desejo é concretizado através de cirurgias plásticas, tais como lipoaspiração e colocação de prótese mamária, procedimentos mais realizados no Brasil. Um exemplo disso, é a atriz e influencer Giovanna Chaves, que aos 18 anos realizou um procedimento denominado Lipo Lad, se colocando em risco, uma vez que este tipo de lipo não é totalmente segura e ultrapassa o limite entre estética e saúde. Em adição, segundo um estudo realizado pela International Society of Aesthetic Plastic Surgery, 23 milhões de procedimentos estéticos foram realizados em todo o mundo, em 2013. Contudo, muitas dessas cirurgias apresentavam elevadas consequências, como o caso da modelo Andressa Urach que realizou a aplicação de hidrogel nas pernas, e resultou em dores crônicas e infecção. Além disso, o esteriótipo de beleza imposto pela sociedade faz com que muitas pessoas sintam-se inferiores, e por esta razão a fim de se encaixarem nos padrões, elas extrapolam os limites existentes entre a estética e a saúde, posto que distúrbios como bulimia e anorexia são desencadeados. É evidente, portanto, que medidas para minimizar tal problemática precisam ser tomadas. Para isso, cabe a mídia, em ação conjunta com as escolas, municipais e particulares, alertar e informar a população acerca dos riscos e consequências dos procedimentos estéticos, por meio de campanhas nas redes sociais, como Instagram e Youtube, a fim de diminuir a procura por procedimentos e aumentar a aceitação, sobretudo das adolescentes. Assim, diferentemente de “Pretty Hurts”, as pessoas não sentirão que a beleza as machucam e serão felizes como são.