Limites entre estética e saúde

Enviada em 22/12/2020

A cirurgia plástica surgiu após a Primeira Guerra Mundial, devido ao grande número de soldados desfigurados e mutilados devio aos ferimentos por arma de fogo. Atualmente, esse recurso se tornou exagerado e sem limites, em uma sociedade pautados por padrões estéticos inalcansáveis impostos pela mídia. Tal dinâmica não coloca a saúde em primeiro lugar  e recorre a procedimentos invasivos para atingir a perfeição expressa pelos meios de comunicação.

Primeiramente, é necessário abordar que a pressão estética sofrida pela sociedade tem como causa a imprensa que impõe padrões estético inalcançáveis. Nesse contexto, o corpo torna-se um obejto de destaque social, e para atingir o modelo ideal, desconsideram os riscos inerentes a qualquer procedimento invasivo.  De acordo com Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, o Brasil está em 1° lugar no ranking de países que mais realizam procedimentos estéticos no mundo.

Ademais, é válido ressaltar ainda que essa opressão atinge não só adultos, mas também adolescentes, que mesmo não tendo biolagicamente o corpo completamente desenvolvido, recorre a procedimentos estéticos para aumentar a autoestima. Isso ocorre, pois nessa fase é construinda a identidade e como a sociedade valoriza e julga a aparência, e o físico esteja sempre em primeiro plano. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos houve um aumento de 141% nos procedimentos em jovens de 13 a 18 anos.

Enfim, diante dessa problemática é necessário que o Ministério da Saúde faça uma parceiria com os meios de comunicação com o tema beleza , e por meio de comerciais e programas mostre e debata sobre a diversidade dos tipos de corpos e os riscos de cirurgias plásticas.  Assim, é possível que todas as péssoas se sinta representadas e com isso não recorra a procedimentos invasivos para se enquadrar em padrão.