Limites entre estética e saúde

Enviada em 18/12/2020

Aristóteles proferiu, em sua teoria da Mediania, que a busca do equilíbrio e da negação dos excessos é fundamental para a formação do indivíduo. Assim sendo, na sociedade hodierna, a tese do filósofo grego vai ao encontro dos limites entre estética e saúde, por exemplo, ao estabelecer que é necessário haver um equilíbrio entre o que pode ou não ser feito. Todavia, o indivíduo, permeado de noções equivocadas, ultrapassa essa barreira e propaga o “corpo ideal”, ocasionando a influência negativa da mídia e de problemas graves na saúde.

É válido enfatizar, de início, que a influência do meio midiático pode desencadear princípios errôneos a respeito dos limites entre estética e saúde. Nessa perspectiva, por haver uma significativa influência da mídia na sociedade e, por vezes, ser equivocada, pode desvirtuar o pensamento dos indivíduos. Nesse raciocínio, o sociólogo Durkheim, em sua teoria do Fato Social, pondera que as normas culturais e as estruturas sociais são capazes de determinar as ações do indivíduo; em suma, exercem uma coerção social. Desse modo, para haver um afastamento efetivo dessa influência midiática, que pode, na maioria das vezes, exercer um controle negativo, é necessário articular propostas cabíveis para cessar esse domínio nocivo.

Ademais, problemas de saúde podem emergir se houver uma propagação exacerbada do corpo ideal. Nesse sentido, estimular a sociedade a alcançar a perfeição, pode, na maioria das vezes, ocasionar problemas salutares, visto que o indivíduo está submetido a inúmeros procedimentos peculiares. Seguindo essa lógica, conforme os dados propagados pelo site G1, a busca, sem limites, por um corpo idealizado pode trazer riscos à saúde, como infecções na pele pela aplicação errônea. Dessa forma, considerando que a estética e a saúde devem estar interligadas de uma forma positiva, é de extrema urgência melhor esclarecer os limites seguros desses procedimentos.

Portanto, para transcender os limites entre estética e saúde, são necessárias ações unilaterais. Logo, cabe ao Superministério do Desenvolvimento Regional executar ações, sobretudo das instituições com a sociedade, que tentem priorizar debates efetivos a respeito desses limites, por meio de seus órgãos correspondentes, para que haja um afastamento de padrões, socialmente, impostos. Além disso, é dever do Ministério da Saúde, mediante verbas redirecionadas pela União, investir na divulgação de informações que explicitem meios para o combate do corpo idealizado; para tanto, propagandas devem ser veiculadas nos mais diversos meios de comunicação, a fim de um esclarecimento efetivo. Quiçá, assim, a Mediania, de Aristóteles, possa ser, gradativamente, alcançada.