Limites entre estética e saúde
Enviada em 19/12/2020
A cirurgia plástica surgiu após o final da Primeira Guerra Mundial com o propósito de reconstruir o rosto de soldados feridos. Analogamente, pacientes estão à procura de procedimentos estéticos com a intenção de estar em um padrão de beleza que a sociedade definiu como belo. Além disso, há uma geração de jovens adoecida por não estar incluída em determinado padrão, este, na maioria das vezes, exibido em redes sociais. Primeiramente, não há como exercer um padrão de beleza em uma sociedade que todos são diferentes. Outrossim, em 2020, a digital influencer, Steffane Mattos, submeteu-se a uma série cirurgias em seu nariz, pois, diversos seguidores julgavam o mesmo como feio. No entanto, após vários procedimentos, passou pelo risco de perder parte do órgão, pois, a parte sensível da pele cedeu, e o que era saudável passou a ser enfermo.
Ademais, a revolução digital trouxe uma série de ferramentas, uma delas foi o poder dos indivíduos influenciar os outros de forma direta. Segundo o IBGE, 65% dos indivíduos não estão satisfeitos com seus corpos e estão à procura de um padrão de beleza visto em redes socais, estes, frustrados com sua aparência, desenvolvem gatilhos desfavoráveis à saúde mental. Portanto, no que tange a sanidade da população, se tem uma geração que busca a perfeição do corpo e esquece de cuidar da mente.
Em vista do exposto, é imprescindível a tomada de medidas para o entrave mencionado. Por isso, concerne ao Estado, por meio do Ministério da Saúde, procurar parcerias com digitais influencers. Estes, divulgarão campanhas com intuito de conscientizar a população dos riscos cirúrgicos e dar apoio àqueles que sofrem com autoestima baixa. Logo, os indivíduos desprenderão das amarras que o padrão de beleza impôs, e a cirurgia plástica só será usada para fins consistentes. Por conseguinte, procedimentos cirúrgicos irão ter a mesma finalidade de quando foi criado, após a Primeira Guerra Mundial.