Limites entre estética e saúde

Enviada em 17/12/2020

No seriado “Operação Autoestima” - produzido pela Netflix-, uma médica e uma enfermeira, especializadas em técnicas de cirurgia plástica e estética, ajudam pessoas a recuperarem seu amor-própio por meio de intervenções. Tal telenovela tem sua importância, pois expõe o quanto um procedimento cirúrgico pode trazer felicidade aos indivíduos que antes eram traumatizados. No entanto,atualmente, é visível o uso demasiado dessas operações, o que ultrapassa os limites entre estética e saúde. Desse modo, faz-se imperiosa a análise das causas e consequências do exageiro desses tratamentes, para que seja possível buscar medidas para resolver esse problema.

A princípio, o Brasil é considerado um dos líderes em tratamentos estéticos, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plásticas, e isso é resultado de uma pressão estética feita pelas mídias. Acerca disso, é pertinente trazer o conceito de “Sociedade do Espetáculo” de Guy Debord para explicitar esse argumeto, o qual afirma que a maioria dos sujeitos fingem a perfeição nas redes sociais. Nesse sentido, os padrãos estéticos também seguem esse raciocíneo, porque imagens de corpos sem imperfeições, produzidas por aplicativos de correções, são  compartilhados nesse meio. Dessa maneira, ao ver várias vezes esse tipo de conteúdo, os cidadãos acabam se comparando com as fotos e recorrendo a cirurgias estéticas para realizar “aperfeiçoamentos” desnecessários. Logo, temos uma expressiva quantidade de procedimentos realizados, o que ultrapassa os limites entre estética e saúde.

Além disso, uma consequência imediata dessa estrapolação é o desenvolvimento de distúrbios  de imagem. À vista disso, é oportuno apresentar o programa de televisão “Botched” para ilustrar esse posicionamento,já que nele dois cirurgiões plásticos recebem pacientes que desejam algum tipo de intervenção em seu corpo. Todavia, embora existam aqueles que desejam a cirurgia para melhorar a qualidade de vida, outros já chegaram no limite de seus corpos, os quais, se vierem a fazer algum procedimento estético,podem morrer. Nessa logica, é perceptível que esses indivíduos criaram um desejo de transformar seus corpos em uma estrutura física totalmente irreal e impossível. Por consequência, o excesso de procedimentos estéticos podem leva à problemas de ordem psicológica.

Portanto, em vista da causa e consequência mencionada, uma proposta interventa é extremamente necessária e, por isso, as mídias sociais devem criar uma campanha que aborde esse assunto. Sendo assim, por meio de não só informativos em fotos modificadas por algum tipo de aplicativo, mas também  propagandas que falem sobre disturbios de imágem e recomendsm a busca de tratamento terapeuticos, os procedimentos estéticos seriam apenas para urgências, como na “Operação Autoestima”,  e distúbios relacionado a isso não seria uma realidade.