Limites entre estética e saúde
Enviada em 17/12/2020
O Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, de acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. Os procedimentos mais procurados são o que são incentivados pelas revistas e mídias sociais que exibem corpos perfeitos e idealizados pela grande maioria das mulheres, como a colocação de silicone e lipoaspiração. No entanto, é necessário o conhecimento sobre os riscos que uma operação pode causar a saúde, a citar os erros médicos decorrentes de profissionais desqualificados que realizam os procedimentos e desgaste do corpo ao realizar excessivas cirurgias plásticas, com o objetivo de conquistar um corpo que muitas vezes é biologicamente impossível.
Primeiramente, é válido destacar a imprescindibilidade de dispor de um profissional adequado para realizar a cirurgia estética. De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, erros médicos causam 6 mortes por hora no Brasil. Isso se deve principalmente pela escolha de clínicas que ofertam um preço mais barato, frequentemente mascarando a desqualificação e inaptidão para proceder operações delicadas e sérias como é o caso das plásticas. Consequentemente, caso o paciente sobreviva, sequelas e danos permanentes à saúde podem acometer quem se submete a procedimentos sem a escolha correta de um profissional.
Além disso, é pertinente ressaltar que a excessividade é um fator considerável ao analisar os limites entre a estética e a saúde. A medida que o padrão de beleza muda e a tecnologia avança, novos procedimentos são criados e ganham cada dia mais novos adeptos. Ao priorizar exclusivamente a aparência na busca pela autoestima elevada através das cirurgias plásticas, esses hábitos acabam se tornando vícios, colocando em risco o bem estar físico, que é substituído por males a saúde em função da obsessão estética.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas para resolver os impasses. Sendo assim, é importante que o Ministério da saúde realize campanhas de conscientização à população, através de palestras e divulgação do assunto em redes de saúde sobre os riscos que uma cirurgia plástica pode oferecer ao organismo. Também se faz necessário debates em lives nas redes sociais com psicólogos voluntários da rede do SUS para discutir sobre a obsessão estética presente nos tempos atuais. Dessa forma, as pessoas que ainda optarem por se submeter às cirurgias plásticas estarão mais informadas e cientes sobre o assunto e, consequentemente, diminuindo as mortes decorrentes da escolha de um profissional desqualificado ou por exageros nos procedimentos.