Limites entre estética e saúde

Enviada em 28/12/2020

A cultura greco-romana, fonte de muitos costumes ocidentais, tem como uma de suas características a valorização do padrão de beleza ideal. Nesse sentido, no Brasil, o culto ao padrão de beleza ideal decorre da influência greco-romana. Esse padrão de beleza, no entanto, sofreu alterações ao longo dos séculos e, contemporaneamente, a magreza tornou-se a simbologia principal do ideal de beleza. Mas o problema principal da busca pela estética “ideal” está quando a saúde da pessoa é prejudicada em prol de procedimentos estéticos que visam o corpo “padrão”.

Em primeiro lugar, a divulgação de imagens de pessoas magras nos diversos meios de comunicação, sobretudo na rede mundial de computadores, impulsiona a ideia de que a magraza é o corpo ideal. A partir disso, diversas pessoas buscam clínicas de estética para se enquadrar nesse padrão, pondo em risco muitas vezes a sua saúde: situação mostrada frequentemente em programas televisos, como no programa Fantástico, exibido em uma grande rede de televisão brasileira, que, recentemente, mostrou casos de mulheres que vieram a perder suas vidas ao realizar procedimentos cirúrgicos com o intuíto de reduzir o peso.

Outrossim, a tentativa de se enquadrar no padrão de beleza imposto pela sociedade, parte de uma necessidade das pessoas se incluírem na chamada “sociedade dos espetáculos”, conforme descrito pelo escritor Guy Debord, onde essas são aceitas pelas suas características físicas e pelo que ostetam possuir.

Ante o exposto, urge ações para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve elaborar projeto de lei, a ser levado ao Congresso Nacional, estabeleçendo os parâmetros de segurança que uma clínica de estética deve possuir. Além disso, tal projeto de lei deve estabelecer normas rígidas para o credenciamento de tais clínicas. Dessa forma, espera-se que a saúde das pessoas que passam por procedimentos estéticos sejam preservadas.