Limites entre estética e saúde
Enviada em 20/12/2020
Os gregos, da antiguidade clássica, cultuavam o corpo e acreditavam que a aparência física era tão importante quanto a capacidade intelectual. De maneira análoga, na contemporaneidade, é possivel afirmar que a busca pelo corpo perfeito tem aumentado de forma alarmante os casos de bulimia, transtorno alimentar grave, entre jovens no Brasil. Isso se evidencia não só pelos padões de beleza construídos pela mídia, mas também pelas empresas do setor de cosméticos que se apropriaram desses padrões para obtenção de lucros.
Convém ressaltar, primeiramente, que a mídia é a principal causadora dessa problemática. uma vez que, através das celebridades, apresenta esses formas estéticas. Na década de 1950, por exemplo, a atriz Marlyn Monroe transformou-se em referência ao se apresentar com seios fartos e curvas voluptuosas caracterizando sua beleza física e, ainda hoje, alguns meios de comunicação persistem em unificar essa aparência. Logo, os jovens fãs dessas celebridades buscam espelhar-se e acabam colocando essa em risco a própria saúde, contraido doenças perigosas, ao não se alimentarem da forma adequada ou ainda se expondo a ariscados procedimentos cirúrgicos.
Ademais, outro fator que é preciso pontuar é do comércio de estilos, visto que para aumentarem suas receitas, se aproveitam e financiam, junto a mídia, tendências de moda para que sejam seguidas. De acordo com publicação do portal de notícias R7, em 2018 esse segmento movimentou em torno de 18 milhões de reais no país, deixando, assim, a clara industrialização das formas físicas.
O poder mídiaco deve, através de campanhas, desconstruir os padrões e apresentar a coexitência dos diversos modelos físicos de beleza, por meio de diálogos, palestras e divulgação ampla das consequências á saúde, principalmente nas escolas. Espera-se, com isso, atenuar tal problemática, respeitando os valores individuais de forma saudável.