Limites entre estética e saúde
Enviada em 18/12/2020
Os limites entre estética e saúde estão cada vez mais eminentes, a medida que os riscos quanto às cirurgias plásticas ficam maiores. Logo, a busca pelo corpo perfeito chegou a padrões inalcançáveis, visto que as pessoas o querem de maneira frenética e mais veloz possível.
Em 2018, a youtuber Camilla Uckers adquiriu uma infecção após um implante de prótese no bumbum, na ocasião ela acabou por fazer lipoaspiração e rinoplastia também. Assim, por negligência médica e descuido dela, Camilla passou cerca de dois meses com a capacidade de se locomover comprometida. Ou seja, cirurgias plásticas vão muito além de uma operação médica, vai até o pós cirúrgico, com os cuidados necessários para uma boa recuperação.
Salienta-se, também, a saúde mental das pessoas que, com a modernização e a internet, ficou ainda mais fácil praticar a autocomparação, seja com influenciadores digitais ou famosos — como as mulheres da família Kardashian — nos quais fizeram muitas modificações corporais. Por outras palavras, os indivíduos, principalmente os de sexo feminino, se tornam propícios a autodepreciação, admirando corpos “artificiais” em que a única maneira de se igualar é se submeter aos bisturís e salas cirúrgicas.
Em contrapartida, as intervenções médicas são extremamente necessárias em alguns casos. Como o procedimento de correção ortognática e a cirurgia refrativa — que são para, respectivamente, reparar a arcada dentária e a visão —, recobrando a saúde do indivíduo.
Por tudo isso, nota-se que é imprescindível ao Ministério da Saúde lançar campanhas de autoaceitação, para as pessoas não se compararem ao “artificial”, e explicitar os riscos de cirurgias desnecessárias ao bem-estar. Cabe, também, aos influenciadores serem sinceros quanto aos procedimentos estéticos feitos, com intuito de esclarecer e relatar o pós cirugico, a fim de não fantasiar a intervenção feita. E ao Conselho Nacional de Medicina, melhorar a fiscalização quanto às negligências ocorridas.