Limites entre estética e saúde
Enviada em 19/12/2020
A cirurgia plástica se desenvolveu a partir da Primeira Guerra Munidal para a reconstrução da face de soldados feridos na guerra. Embora benéfica e salvadora de vidas, hodiernamente é usada para fins estéticos juntamente com outros métodos. Como também, essa procura pelo corpo ideal, muitas vezes, pode levar o indivíduo a atravessar o perigoso limite entre estética e saúde. Logo, a influência das mídias sociais e a busca pelo padrão de beleza são os principais responsáveis pelo quadro.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que os meios de comunicação tem forte participação no cotidiano das pessoas. Nessa perspectiva, Pierre Levy, filósofo francês, destaca que os avanços conquistados pela internet propiciaram inúmeros benefícios à humanidade, mas alguns malefícios à sociedade, como a manipulação do comportamento dos consumidores por meio das propagandas e anúncios que são transmitidos pelas redes sociais. Visto isso, muitas empresas contratam modelos que têm o corpo idealizado e fazem com que os indivíduos queiram ter aquele “corpo perfeito”, e é aí que muitas pessoas acabam entrando em dietas malucas que prometem verdadeiros milagres ou realizando cirúrgias plásticas que colocam em risco a saúde humana. Dessa forma, o importante direito à vida é ameaçado.
Outrossim, convém ressaltar que, na contemporaneidade, as pessoas estão em uma incessante busca pelo padrão de beleza imposto pela sociedade. Sendo assim, muitos indivíduos, para alcançar seus objetivos, utilizam substâncias químicas que são prejudiciais à saúde, como é o caso dos esteróides anabolizantes. Cita-se, por exemplo, o famoso caso da Andressa Urach, que passou por complicações após realizar um procedimento estético aplicando hidrogel na região das coxas, que acabou causando uma infecção generalizada devido ao produto utilizado, colocando a sua vida em risco. Desse modo, a união da sociedade é essencial para garantir o bem-estar coletivo.
Infere-se, portanto, que medidas sejam efetivadas para mitigar o infortúnio. Destarte, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, deve atuar em favor da população, por meio da criação de leis que proíbam a propagação de propagandas que idealizem o chamado “corpo perfeito”, com o objetivo de fazer com que as pessoas não sejam influenciadas a querer ter um modelos estético inalcançável. Além disso, a sociedade, como conjunto de indivíduos que compartilham valores culturais e sociais, deve atuar em conjunto, por intermédio de boicotes e campanhas de mobilização que quebrem este esteréotipo de de padrão de beleza, a fim de valorizar a saúde humana em detrimento da estética.