Limites entre estética e saúde

Enviada em 11/01/2021

A partir do processo deomindado Revolução Industrial e a ascensão do capitalismo, o mundo prioriza produtos e o mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão da falta de limites entre a estética e a saúde. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação que possui como causas: a má influência midiática e a lenta mudança na mentalidade social.

Convém ressaltar, a princípio, que a visão esteriotipada dos meios de comunicação, é fator determinante para a persistência da problemática. Nesse âmbito, conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação do povo, influencia na consolidação do esmaecimento da fronteira entre beleza e bem estar ao valorizar padrões eurocêntricos de estética e contribuir para o fomento da insatisfação de muitos com a própria imagem, por mais que tenham a saúde em ordem.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é o imbróglio da mentalidade coletiva antiquada. Diante disso, segundo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da ínfima presença da preocupação para manter a vida saudável e a estética com suas devidas importâncias é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social que banaliza a saúde e alimenta o culto à autoimagem perfeita, a tendência é seguirem o mesmo padrão, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Por tudo isso, é de suma importância uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a escassez de limite entre a saúde salutar e a preocupação com a estética. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. Ademais, é possível criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Dessa forma, a mácula repercutida pela Revolução Industrial deixará de fazer parte da realidade brasileira.