Limites entre estética e saúde

Enviada em 22/12/2020

Devido ao avanço que a medicina teve durante a Segunda Guerra Mundial, vários procedimentos tornaram-se possíveis, como as cirurgias plásticas. No entanto, quando se observa os limites entre estética e saúde fica evidente que nem todo desenvolvimento é positivo. Nesse contexto, faz-se necessária a análise de fatores que causam uma ruptura neste limite.

Primeiramente, é importante ressaltar a imposição de um estereótipo. Desde que os portugueses colonizaram a América, existe uma tentativa de “europerizar” os povos nativos, com isso a estética europeia tornou-se símbolo de perfeição até os dias atuais. Tamanha a influência desse padrão, que o Brasil é o país que mais realiza procedimentos estéticos no mundo, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética. Isto é, mesmo sem necessidade as pessoas estão se submetendo aos riscos que uma intervenção cirurgica pode causar, apenas para terem traços os traços “perfeitos”.

Além disso, é fundamental apontar os transtornos dismórficos como consequência desse padrão imposto. No filme “O mínimo para viver”, a personagem principal sofre de anorexia e é internada numa cliníca com outros jovens que sofrem com problemas relacionados a aparência. Assim como é retratado na obra, a constante exposição de corpos perfeitos na mídia, faz com que as pessoas desenvolvam problemas de saúde que, em casos severos, podem levá-las a morte.

Portanto, há necessidade de resolver essas questões problemáticas. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde, por intermédio de análises feitas por psicológos/psiquiatras, promeverem consultas com os pretendentes de cirurgias plásticas, para averiguar se o desejo de mudança é pessoal ou sofreu influência externa, somente após esse acompanhamento deve ser realizada a cirurgia, salvo que não vá gerar problemas de saúde, a fim de prevenir arrependimentos posteriores. Assim, a medicina estará contribuindo positivamente.