Limites entre estética e saúde
Enviada em 23/12/2020
No Brasil, procedimentos estéticos realizados por não especialistas são considerados crime conforme a legislação em vigor. Neste contexto, foi elaborada a lei que regulamenta as profissões de esteticistas. Diante disso, realizou-se a aprovação da Lei de número 13.643, que tem por objetivo considerar técnico em estética um profissional habilitado e também os profissionais com cursos no exterior desde que o certificado ou diploma seja revalidado no Brasil. Assim, a ganância humana impulsiona essa mazela e a falta de informação coloca em risco a saúde no país.
Segundo o pensador Yaponan Magni, “a ganância faz o indivíduo pensar que está sendo inteligente”. Com essa afirmação é importante pontuar que a atuação de pessoas não especializadas atreladas a uma forma de se beneficiar financeiramente expandiram-se pelo Brasil para atender ao luxo de alguns cidadãos, o que propiciou danos à saúde. Tal situação contribuiu para o aumento de denúncias contra esteticistas que não contêm certificado, nem diploma e atuam de forma ilegal. Todavia, alguns indivíduos visam somente ao lucro, ou seja, movidos pela ganância humana, coloca em risco a saúde, ultrapassa os limites da estética e descumprem as leis impostas pela legislação.
Outrossim, vê-se que a falta de informação impede que essa mácula seja banida da sociedade. Isso ocorre porque muitos indivíduos se submetem a esses procedimentos sem se informarem a respeito, e os médicos deixam claro que se não forem realizados com materiais qualificados e de forma correta, pode levar à morte. Contudo, no ano de 2011 uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira Plástica mostrou que o procedimento mais realizado é a lipoaspiração, 23,32% do total e contém riscos. Dessarte, de extrema relevância e urgência se informar sobre os riscos dos procedimentos e procurar proficionais qualificados na área da estética.
Tornam-se claras, portanto, as causas do risco que os procedimentos estéticos causam para a saúde. Desse modo, é necessária a ação do Ministério da Saúde, juntamente com a mídia, abordar a temática em questão, para fiscalizar as clínicas de estética averiguando a qualificação dos funcionários e informar a população, uma vez que enfraquecerá esse ciclo ilegal, incentivando a população a denunciar, para que gere consciência social dos sérios riscos que há em relação à estética não qualificada, e a ganância humana seja colocada em segundo plano.