Limites entre estética e saúde

Enviada em 24/12/2020

As técnicas mais rudimentares de cirurgias plásticas são de origem milenar, aonde os primeiros registros foram datados na região onde, atualmente, a Índia está localizada. Entretanto, no mundo atual e - principalmente no Brasil - essas práticas tem se  tornado cada vez mais populares e comuns entre as pessoas, sobretudo relacionadas às questões de estética e desprezando, muitas vezes, a própria saúde, até mesmo, colocando-a em risco.Desse modo, convém analisarmos os principais aspectos e uma possível solução para enfrentar essa problemática.

Diante desse cenário, é indispensável destacar que, no mundo moderno em que vivemos, o padrão estético é muito valorizado e a diferença é questionada. Segundo Douglas Jorge, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia, a necessidade da mudança a partir de procedimentos cirúrgicos vai além do seu interior, pois obtém influências externas para realizar tais intervenções. Nesse raciocínio, os indivíduos que se submetem a essas açoes não estipulam os limites entre a estética e o bem-estar, colocando sempre em primeiro lugar os desejos de se serem perfeitos e as preocupações com o seu exterior, e assim, deixam de se importar com a saúde e o bom desempenho corporal.

Ademais, a propaganda excessiva de um corpo ideal, considerado como meta por muitos homens e mulheres, tem sido disseminada e gerado consequências na sociedade brasileira. De acordo com Joana Novaes,coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC-RIO, os corpos que fogem dos padrões estéticos estão sendo vulgarizados diante do cenário vivenciado de exigências descomunais. Nesse viés, devido às inúmeras postagens, em redes sociais, modificadas de alguma maneira, seja por aplicativos ou por cirurgias plásticas, tem causado uma vontade no público de se espelharem e almejarem a mesma definição de vida, e mais uma vez, o esquecimento da busca por alternativas mais benéficas para si mesmo.

Fica claro, portanto, que a preocupação excessiva com a aparência e os meios pelos quais as pessoas utilizam para alcançar uma constituição física adequada, ideologicamente, representa um entrave ao progresso social no Brasil. Diante disso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, juntamente com as mídias sociais desenvolva um projeto eficiente de políticas públicas, por meio da promoção de outros caminhos para cada indivíduo sentir-se bem consigo mesmo; e pelo destaque à destruição de imagens de um corpo padronizado nos veículos socias. Espera-se, com isso, a desistência de procedimentos estéticos que são inviabilizados para o estado de saúde do paciente no momento e de uma vida mais proveitosa dos cidadãos brasileiros.