Limites entre estética e saúde
Enviada em 28/12/2020
A estética é o primeiro tipo de segregação que temos em uma sociedade, a externidade dos corpos carregam consigo estigmás e esteriótipos que separam as pessoas e objetificam seus corpos. Posteriormente, como já visto ao longo da história, cada sociedade cria e perpetua seus padrões de beleza. Atualmente, o padrão estético foi concebido sob uma lógica capitalista, a fim de vender produtos e serviços, com modelos estéticos cada vez mais irreais, que são reproduzidos exaustivamente nos meios de comunicação e afetam seriamente o comportamento das pessoas, que colocam sua saúde e vida em risco tentando atingir a “beleza ideal”.
Tal como já citado anteriormente, a beleza é um conceito abstrato e que variou muito ao longo da história, e refletiu de maneira bem acertiva os valores coletivos de uma sociedade, causando impactos sobre a saúde e a vida das pessoas, tal como durante a Era Vitoriana no século XVIII, onde o uso de espartilhos foi responsável pela morte e mutilação de muitas mulheres, pois de acordo com o pensamento da época, seios maiores e simbolizavam a fertilidade das mulheres.
Por conseguinte, já no século XX com a popularização dos meios de comunicação em massa, os principais padrões de beleza exibidos eram eurocêntricos, com modelos magros, loiros e altos e não refletiam a pluraridade das populações . Também na segunda metade do século, houve uma grande popularização da boneca Barbie , que novamente reforçava esse padrão e excluía de maneira sutil negros dos padrões estéticos, marcando gerações com o alisamento dos cabelos e outras práticas que mostravam a falta de identidade com os traços negros por esta população.
Em consequência disso, os padrões estéticos que são globalizados afetam a saúde mental e física, sendo ligados à quadros de bulimia, anorexia e insegurança diante desses padrões estéticos, não havendo limites até onde se pode ir para alcançar essa beleza, que é de fato ilusória.
Diante disso, faz-se necessário uma ruptura com o padrão estético que é dominante, porém, não é aquilo que reflete a maioria da população, através de campanhas publicitárias que sejam mais inclusivas, plurais e diversificada a fim de romper com uma estética que possa afetar negativamente uma sociedade, além de uma campanha conjunta entre Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, promovendo uma cartilha informativa nas escolas acerca de problemas como bulimia e anorexia e outras doenças que são ligadas à auto-imagem sobretudo com crianças e adolescentes que ainda estão em processo de formação.