Limites entre estética e saúde

Enviada em 11/01/2021

Com o final da Primeira Guerra Mundial, surgiram as cirurgias plásticas, a fim de amenizar o sofrimento daqueles que tiveram seus rostos desfigurados. Essas, inicialmente criadas com propósitos humanitários, hodiernamente tornaram-se uma busca pela perfeição estética. No entanto, essa procura, muitas vezes, têm ultrapassado o limite, colocando a estética acima da saúde.

Nesse contexto, uma pesquisa do Ibope mostrou que 98% das mulheres se preocupam com a aparência física. Essa aflição, que atinge quase todas as brasileiras,alavancou o surgimento de diversos procedimentos estéticos, produtos e dietas milagrosas. Contudo, muitos não respeitam um limite e acabam prejudicando a saúde para se encaixarem em um padrão de beleza. Um recente exemplo foi o tão relatado caso do “Doutor Bumbum”, no qual uma mulher morreu após uma intervenção estética, em uma clínica clandestina.

Ademais, têm havido uma banalização de procedimentos exclusivamente estéticos. Como é possível perceber no grande número de celebridades que se submetem à cirurgias plásticas e recomendam remédios e dietas, pelas redes sociais, sem conhecimento profissional. Essas cirurgias podem ser muito perigosas se não forem realizadas por médicos formados e responsáveis e a automedicação e certas dietas podem causar sérios efeitos colaterais ao corpo como fraquezas e anemias, além do desenvolvimento de transtornos psicológicos.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde reconheça o problema e concientize a população sobre o perigo de certos procedimentos estéticos, fazendo campanhas e parcerias com influenciadores, contra o exesso de intervenções de beleza, e disponibilizando tratamento psicológicos gratuitos, desde a infância nas escolas. Assim, a população esterá informada dos muitos riscos que podem ser causados à sua saúde e  possíveis trantornos psicológicos poderão ser identificados e tratados já no início.