Limites entre estética e saúde

Enviada em 11/01/2021

Entre a metade do século xix ao século xx, vigou no Brasil a tese do branqueamento, baseada em um pensamento cujo homem branco europeu possuía o modelo de saúde, de maior beleza e de melhor competência civilizacional o que levou negros de toda parte a modificarem-se fisicamente ao mais próximo a esse padrão social estabelecido para assim serem aceitos na sociedade. Infelizmente, a história se repete, visto que, brasileiros modificam seus corpos esteticamente para que sejam melhor inseridos no mesmo.

Saúde é definida como bem estar físico, psíquico e social, segundo Platão, - O importante não é viver e sim viver bem- , a qualidade de vida é algo tão significativo que ultrapassa a da própria existência e bem estra é qualidade de vida. Algo que não é priorizado como aponta uma pesquisa feita pelo serviço de proteção ao critério ( SPC Brasil ) com 790 pessoas de todas as classes sociais, que consideram cuidados estéticos necessidade e não um luxo.

A busca pela aparência perfeita, assim como os negros em décadas atrás, tem feito Debora Xavier de Jesus na qual afirma em uma entrevista ao Globo Reporte - plataforma de noticias brasileira- que depois de 52 cirurgias está perto do corpo, aparentemente, perfeito. Ignorando o limite entre saúde e beleza estética. outrossim afirma que ser gordo, baixo e ter pele manchada foge do padrão social e não é visto como algo positivo pelos demais.

Portanto, é necessário que, profissionais da saúde façam palestras de conscientização para a população, por meio de plataformas digitais como televisão e internet sobre a importância da saúde física e do bem estar. Alertando sobre os riscos cirúrgicos para que assim a sociedade entenda que a qualidade de vida sobrepõe a beleza estética.